Zero Fill: O que é?

Acho que todos já se desesperaram por ter excluído sem querer um arquivo do computador, não é mesmo? Pois bem, saiba que você não apagou o arquivo de forma definitiva. Ou seja, é possível fazer a recuperação daquele arquivo. Mas este post não é para ensinar como recuperar um arquivo deletado, e sim para orientar como deletar, de VERDADE, um arquivo. Se você tem algo sigiloso e possui receio que alguém possa recuperar, recomendo que leia o post até o fim.

Antes de darmos inicio aos procedimentos vou explicar de uma forma simples o que acontece quando deletamos um arquivo da maneira padrão.

Quando deletamos um arquivo em nossos computadores, o arquivo ainda assim não é excluído literalmente do HD, isso acontece porque ele não está excluindo o arquivo em si, e sim sua referência no disco rígido. Uma vez que a referência do arquivo é excluída, o disco rígido não pode mais ver o arquivo, assim seu espaço deixa de ser reservado, dando lugar para outros arquivos, significando que o arquivo não será mais legível para o computador. Como o arquivo ainda está ‘tecnicamente’ lá, você pode recuperá-lo, basta reconstruir seus dados (explicado no post como referência) com softwares específico para que assim o computador possa reconhecer novamente aquele arquivo. Isso só é possível caso nenhum outro arquivo ou dados tenha sido gravado na parte do arquivo excluído. (Isso pode acontecer quando você tenta recuperar um arquivo muito antigo).

Certamente você já deve saber que a forma de remoção padrão não é a mais agradável para sua segurança, então lhe apresento uma forma mais segura conhecida como: Zero Fill. – Mas que diabos é Zero Fill?!

Zero Fill é um método que utilizamos quando queremos de fato limpar tudo no HD. Geralmente as empresas fabricantes de HD’s possuem seus próprios softwares de zero fill, mas não será o meu foco redirecionar vocês à isso, apresentarei uma solução mais confiável que é baseada em Linux.

Pois bem, a solução chama-se DBAN. – Novamente, que diabos é DBAN?!

DBan é a abreviação de Darik’s Boot and Nuke, um software de Zero Fill de código aberto, baseado em Linux. Ele trabalha de diversas formas, dispõe de várias opções de limpeza e por isso vou explicar como funciona tais opções.

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Esta e a tela inicial, onde dispõe de uma opção chamada ‘autonuke’, onde todo o processo é realizado automaticamente. O nosso foco está em explorar as opções, então a mais adequada é pressionar enter e esperar carregar a segunda tela inicial.
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Na segunda tela, você verá o seu HD e no canto inferior algumas informações com seus hotkeys.

P=PRNG – Abreviação de Pseudo Random Number Generator, como diz no próprio nome, ele está encarregado em gerar bits completamente aleátorios, o que é muito importante quando queremos limpar um HD. (Saiba mais aqui: https://en.wikipedia.org/wiki/Pseudorandom_number_generator) O DBan possui dois tipos de método para o PRNG, como já consta suas descrições, não entrarei em tantos detalhes para não ficar muito extenso.

M=Method – Método de limpeza, é um grande determiandor do tempo que será gasto. O metódo de Guttmann não é tão aconselhável para HD’s modernos, o mais aconselhável entre os selecionados seria o PRNG.

R=Round – Número de verificações que serão feitas no HD, para que tudo seja de fato apagado e que não haja setores defeituosos. Sendo 4 para uma segurança moderada, e 8 para uma segurança avançada. (Isto também determina e muito o tempo gasto no zero fill, sendo quanto maior o número em um limite de 1 à 8, mais demorada e mais segura será a limpeza).

J=UP – Mover para cima

K=Down – Mover para baixo

Space=Select – Selecionar o HD para limpeza

F10=Start – Começar todo o procedimento

Considerações finais

Como ter certeza se os arquivos de fato serão apagados?

Não existe uma certeza ~DE FATO~ para nada quando o assunto é segurança. As coisas podem mudar do dia para a noite, a tecnologia ela é constante, sempre se mantendo em evoluções, muitas vezes indo para fins que nunca imaginaríamos. Um dos grandes agravantes para sua limpeza ser de fato plena são os métodos escolhidos, existe diversos que podemos achar por aí como: Method Schneier, PRNG, DoD, Method Gutmann, métodos da inteligência russa, inteligência americana e muitos outros que podem surgir dia após dia. Basta você escolher o que atender melhor as suas especificações e para isso é claro que será necessário um mínimo de estudo, você está lidando com coisas sensíveis, se não quiser ter esforço, você com certeza já vai estar no caminho errado.

Ou ignore tudo isso, pegue seu HD, quebre-o com marretadas, mas não esqueça de destruir o disco físico que está dentro dele. (Isso é garantia).

Conheça o DBAN: https://dban.org

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Gentoo Hardened com Encriptação (LVM & LUKS)

*Não aconselhável para quem é preguiçoso ou que não possui paciência;

Este tutorial é para quem quer uma distro Linux robusta, popular e segura.
A versão hardened do Gentoo apresenta configurações modificadas, onde é focado a segurança dos mesmos. Por exemplo, o kernel; (hardened-sources) vêm com patchs GRSecurity. Além de diversos adicionais de segurança. Saiba mais aqui

Iniciando o procedimento de instalação:

Baixe a iso de instalação mínima do Gentoo. (Mirror BR)
http://gentoo.c3sl.ufpr.br/releases/amd64/autobuilds/current-install-amd64-minimal/install-amd64-minimal-20170209.iso

Grave em um pen drive, ou em um cd e dê boot.

Particionamento de Discos:

Partindo para a partição dos discos, utilizando LUKS e LVM.

Utilizaremos o FDISK:

# fdisk /dev/sda
# selecione a tecla “o” para partição MBR
# selecione a tecla “n” para criação de uma nova partição
# selecione a tecla “p” para escolher o tipo primário da partição
# selecione o número “1” para que você crie a primeira partição

Em First Sector você apenas apertará enter.
Em Last Sector você irá definir o tamanho da partição.

Por exemplo, a primeira partição é a reservada do GRUB. (Não necessita mais do que 3 MB)

Em Last Sector defina “+3M”

Pronto a partição foi criada! Agora defina o Hex Code com a tecla T e digite “ef” (Não se preocupe caso não possua UEFI, não estamos focando em instalação UEFI.)

Pronto! A primeira partição foi criada com sucesso. Agora vamos repetir o processo alterando somente alguns detalhes.

# selecione a tecla “n” para criação de uma nova partição
# selecione a tecla “p” para escolher o tipo primário da partição
# selecione o número “2” para que você crie a segunda partição

Em First Sector você apenas apertará enter.
Em Last Sector você vai definir o tamanho da partição.

Por exemplo, a segunda partição é a unidade BOOT. Defina não mais que 512MB.

Em Last Sector defina “+512M”

Nesta não será necessário definir o Hex Code, apenas deixe como está.

Pronto! A segunda partição foi criada com sucesso. Agora vamos repetir novamente o processo alterando somente alguns detalhes.

# selecione a tecla “n” para criação de uma nova partição
# selecione a tecla “p” para escolher o tipo primário da partição
# selecione o número “3” para que você crie a terceira partição

Em First Sector você apenas apertará enter.
Em Last Sector você vai definir o tamanho da partição.

Por exemplo, a terceira partição é o restante do disco.

Só aperte enter, tanto em First Sector quanto em Last Sector. Não precisa definir Hex code.

Finalizando, aperte “w” para que o processo seja escrito em seu disco e salvo!

Encriptação do Disco:

Utilizaremos o software Cryptsetup.

# cryptsetup -v -y -c aes-xts-plain64 -s 512 -h sha512 -i 5000 –use-random luksFormat /dev/sda3

Observe que é uma criptografia forte. Seguindo, você verá uma mensagem perguntando se você tem certeza disto. Digite “YES” (TUDO MAIÚSCULO) e dê enter.

Passo seguinte vai pedir uma senha, escolha uma e defina. Após isso, confirme-a. (Se recorde de anotar em um papel, caso você perca a senha, você também irá perder a unidade por completa.)

Mexa o cursor para que o processo de gerar chave vá mais rápido e aguarde o término.

Confira:

# cryptsetup luksDump /dev/sda3

Caso visualize as informações, como Versão, Cipher Name e afins.. está tudo ok para prosseguir!

Vamos abrir a unidade e definir um nome para ela!

# cryptsetup luksOpen /dev/sda3 zilion (altere para um nickname de sua autoria)

Digite a senha definida anteriormente e aguarde.
OBS: Se visualizar alguma mensagem de “device or resource busy” ignore, isso não afetará em nada o nosso processo.

Criação das partições LVM:

Nesta parte iremos criar o volume físico.

# pvcreate /dev/mapper/zilion (altere para o nick que escolheu anteriormente)

Veja ele criado:

# pvdisplay

Crie o grupo do volume. Deixe o nome como Gentoo.

# vgcreate gentoo /dev/mapper/zilion

Para visualizar:

# vgdisplay

Criando o volume SWAP:

# lvcreate -C y -L 2GB gentoo -n lvolswap

Criando o volume Root:

# lvcreate -L 100GB GENTOO -n lvolroot

Criando o volume HOME.

# lvcreate -l +100%FREE gentoo -n lvolhome

Certifique-se de executar os seguintes comandos abaixo:

# lvdisplay
# vgscan
# vgchange -ay

Formatação das partições:

Utilizaremos EXT4 em todas unidades (fora swap, obviamente.)

Formatando a partição Boot:

# mkfs.ext4 /dev/sda2

Formatando a partição Swap:

# mkswap /dev/mapper/gentoo-lvolswap

Formatando a partição root.

# mkfs.ext4 /dev/mapper/gentoo-lvolroot

Formatando a partição home.

# mkfs.ext4 /dev/mapper/gentoo-lvolhome

Montando as partições :

# swapon /dev/mapper/gentoo-lvolswap
# mount /dev/mapper/gentoo-lvolroot /mnt/gentoo

Caso não exista, crie a pasta BOOT!

# mkdir /mnt/gentoo/boot

E monte-o!

# mount /dev/sda2 /mnt/gentoo/boot/

Crie a unidade home, também!

# mkdir /mnt/gentoo/home

E monte-o!

# mount /dev/mapper/gentoo-lvolhome /mnt/gentoo/home

Veja tudo montado com o comando:

# lsblk /dev/sda

Mudando de ambiente:

# cd /mnt/gentoo

Veja se a data e o horário estão corretos! Isso é muito importante, porém geralmente está correto.

# date

Caso não esteja, defina manualmente

# date 021116582017

Para entender melhor, a ordem é a seguinte: MES / DIA / HORÁRIO / ANO

Continuando…

Baixe a base do sistema. Lembrando que nossa instalação é a HARDENED!

Execute o seguinte, no terminal:

# links https://www.gentoo.org/downloads/mirrors / Selecione BR e abra o servidor da UFPR.

> Relesases
> amd64
> autobuilds
> current-stage3-amd64-hardened

Baixe o stage3 mais recente, por exemplo, hoje estamos em fevereiro:

“stage3-amd64-hardened-20170209.tar.bz2”

Após ter baixado, descompacte-o.

# tar xvjpf stage3-amd64-hardened-20170209.tar.bz2 –xattrs

Agora vamos configurar o make.conf

Para facilitar a vida de vocês, eu vou deixar um pronto, conforme você for adquirindo mais conhecimento, você poderá definir as suas próprias configurações.

> Visualize aqui: make.conf

# nano -w /mnt/gentoo/etc/portage/make.conf

Exclua todas as linhas e digite tudo que está no make em que eu disponibilizei! Salve com CTRL + O e dê enter.

Após isso, vamos dar continuidade. Siga com estas instruções.

# cp -L /etc/resolv.conf /mnt/gentoo/etc/

# mount -t proc proc /mnt/gentoo/proc
# mount –rbind /sys /mnt/gentoo/sys
# mount –rbind /dev/ mnt/gentoo/dev

Agora entre no seu sistema!

# chroot /mnt/gentoo /bin/bash && source /etc/profile && export PS1=”(chroot) $PS1″

Configurando o novo sistema:

Sincronize a árvore de pacotes:

# emerge-webrsync && emerge –sync

Defina o fuso horário (Modifique de acordo com sua cidade.) Veja todas em: /usr/share/zoneinfo/

# echo “America/Sao_Paulo” > /etc/timezone

# emerge –config sys-libs/timezone-data

Defina a localidade:

# nano -w /etc/locale.gen (Caso queira utilizar pt-br, basta digitar: pt_BR.UTF-8″

Gere as localidades

# locale-gen

Selecione a localidade corretamente:

# eselect locale list ( para visualizar )
# eselect locale set ( defina com o número da localidade correta )

Atualize o profile!

# env-update && source /etc/profile && export PS1=”(chroot) $PS1″

Defina o layout do seu teclado

# nano -w /etc/conf.d/keymaps

Defina o hostname do seu Gentoo

# nano -w /etc/conf.d/hostname

Atualizando o novo sistema:

# emerge –ask –update –newuse –deep @world
Obs: Caso tenha problema com o pacote busybox, basta criar o seguinte:
# echo “sys-apps/busybox -static” >> /etc/portage/package.use/busybox

Compilando o Kernel:

Instale o Kernel Hardened junto com o genkernel e o linux-firmware. Lembrando que o genkernel é o que irá compilar o seu kernel.

# emerge –ask hardened-sources genkernel linux-firmware

Certifique-se de que tenha o cryptsetup instalado

# emerge –ask cryptsetup

Agora vamos compilar o kernel, com Genkernel!

# genkernel –menuconfig –save-config –lvm –luks all

Habilitando o GRSecurity no Kernel:

Já no menuconfig do Kernel, vá até Security Options, entre em Grsecurity e logo em seguida aperte espaço para selecionar Grsecurity. Em configuration Method, marque como Automatic, em Usage Type marque como Desktop, Em Required Priorities selecione Security. Lembrando que é a barra de espaço que seleciona as opções! Pronto, GRSecurity habilitado. dê um save, selecionando com o TAB, e após saia no Exit. Aguarde compilar e prosseguiremos na configuração.

Configurando o FSTAB:

# nano -w /etc/fstab

O seu FSTAB deverá ficar assim:

/dev/sda2 /boot ext4 noauto,noatime 1 2
/dev/mapper/gentoo-lvolroot / ext4 noatime 0 1
/dev/mapper/gentoo-lvolswap none swap sw 0 0
/dev/mapper/gentoo-lvolhome /home ext4 noatime 0 2

Pronto! Salve e feche.

Instalando e Configurando o GRUB:

Precisamos adicionar umas opções a mais no pacote, então utilizaremos um software que o próprio gentoo dispõe chamado “flaggie”.

# emerge –ask flaggie

Após ter instalado com sucesso, vamos setar umas configurações no pacote do grub.

# flaggie sys-boot/grub +mount +device-mapper

Agora sim podemos instalar!

# emerge –ask grub:2

Antes de terminar, precisamos configurar o GRUB.

# nano -w /etc/default/grub

Logo de cara você vai visualizar “GRUB_CMDLINE_LINUX=””” E é nisso que iremos mexer! O seu deve ficar assim:

GRUB_PRELOAD_MODULES=lvm
GRUB_CRYPTODISK_ENABLE=y
GRUB_DEVICE=/dev/ram0
GRUB_CMDLINE_LINUX=”real_root=/dev/mapper/gentoo-lvolroot crypt_root=/dev/sda3 dolvm”

Não se esqueça de remover o “#”. Salve e feche-o.

Prosseguindo… vamos instalar!

# grub-install –modules=”linux crypto search_fs_uuid luks lvm” –recheck /dev/sda
# grub-mkconfig -o /boot/grub/grub.cfg

Adicionando os serviços inicializáveis:

# rc-update add lvm boot
# rc-update add consolekit default

Instalação da Rede:

# emerge –ask dhcpcd
# rc-update add dhcpcd default

Configuração do Root :

Defina a senha do root:

# passwd

Configuração de Usuários:

# useradd -m -G users,wheel,audio -s /bin/bash nomedousuario
# passwd nomedousuario

Limpando a Instalação:

# rm /stage3 (aperte tab para completar.)

Pronto! Gentoo Instalado com sucesso. Agora reinicie a máquina e instale o Xorg e o DE de sua preferência.

Bem-vindo ao universo Gentoo.

Tutorial por: Zilion Web

Por que escolhi GNU/Linux ?

De primeiro eu até pensei colocar o título desta publicação como: “Por que é importante amantes de T.I utilizarem Linux”, mas repensei e preferi tornar esta publicação mais pessoal, sendo a minha própria opinião e história.

Por que escolhi GNU/Linux, ou porque escolher Linux como sistema operacional principal ?
Você pode ter uma opinião diferente da minha, mas não pode discordar: No ambiente GNU/Linux somos forçados àprender diversas coisas. O que acaba tornando tudo maravilhoso. No GNU/Linux temos uma visão mais ampla e limpa de tudo! Por ser tratar de “Open Source” ninguém pode te esconder nada!
Eu gosto de dizer que o GNU/Linux simplesmente joga tudo na sua cara, independente de quem você seja e do que você esteja utilizando / fazendo. Se houver um error, você verá. Se não houver um error, você verá. Você tem tudo em suas mãos, você é quem comanda tudo (Uma sensação de poder maravilhosa, diga-se de passagem). Digo por experiência própria que mesmo você sendo um leigo, mas antes de tudo, um amante de T.I, você conseguirá dominar o GNU/Linux. Se você for uma pessoa curiosa, que gosta de saber o porque de tudo, gosta de pesquisar e de ir atrás de informações relevantes, eu digo: GNU/Linux é sim para você!

Não estou querendo desmerecer outros sistemas, como Windows, são propósitos diferentes. Exatamente por esse motivo eu restrinjo a postagem para “Amantes de T.I”, pois acredito que tornar geral possa ser mais complicado, visto que muitas pessoas não se interessam pela parte do Sistema Operacional.

A partir de uma visão pessoal:

Eu sempre me entendiava fácil, e de alguns anos pra cá, eu já tinha perdido completamente o tesão em jogar jogos online. (O último que me viciou foi Diablo 3, em 2012). Logo pensei em ir atrás de coisas diferentes, que chamassem a minha atenção. Desde muito novo eu tenho acesso à computadores (Desdes os 2 anos de idade talvez). Sim eu já nasci com um PC com internet discada em casa. Enfim, eis que conheço uma palavra chamada “Deep Web”, em 2013. E a partir daí é só história, logo em seguida conheci o GNU/Linux e não parei mais. Vi muitos desafios pela frente, tive DIVERSAS dificuldades com o GNU/Linux, sendo que meu antigo computador não rodava muito bem as distros GNU/Linux. A única que rodava era o Debian 7 com algumas alterações no boot. Fiquei completamente surpreendido com o ganho de desempenho e também pelo mundo novo em que eu estava entrando. Era simplesmente fantástico. Ao decorrer do tempo fui adquirindo conhecimento, correndo atrás de informação, descobrindo que a maioria do conteúdo em pt-BR é ruim e desatualizado, que eu tinha que me basear em conteúdos em inglês por serem de maior confiança.
Ao passar do tempo, lendo wikis, artigos e diversas coisas, já estando com um computador diferente e que rodava outras distros com facilidade, fui para o Arch Linux, onde conheci um mundo mais fantástico ainda, principalmente sua Wiki que é ALTAMENTE RECOMENDADA. E claro, o AUR que é uma belezinha. No Arch Linux a história era diferente, pois não existe um instalador GUI, você monta o sistema do zero, a partir da linha de comando *CLI. Então aí você imagina quantas vezes eu errei para acertar um dia, né?! Mas eu sempre gostei de desafios e nunca desisti deles (por mais que desanimava várias e várias vezes), até que um dia eu consegui e logo em seguida acabei dominando.
Tempos do epois conheci a distro Gentoo Linux, era outro desafio, pois a sua estrutura era completamente diferente. Porém tinha a mesma história do Arch Linux, instalar do zero, na linha de comando. Partições, Localidade, Kernel, Gerenciador de Boot, dentre uma infinidade de coisas que constitui um sistema GNU/Linux. Minhas primeiras tentativas também foram um fiasco. Eu até conseguia instalar o sistema mas sempre dava algum problema no final. E vale ressaltar que uma instalação do Gentoo Linux demora de 8 à 12 horas completas. Por se tratar de uma distro source-to-compile, ela compila todos os pacotes do seu código fonte, se adequando melhor em seu sistema.
E foi cada problema enfrentado no Gentoo… se detalhar acaba se tornando um livro. Mas é claro que após um LONGO tempo eu consegui obter êxito, e o meu gosto foi tanto, que acabou se transformando na distro que eu mais uso e gosto! Pela sua história, pela sua comunidade, que é fantástica, pela forma que aborda os pacotes (você pode customizar use-flags, tornando cada pacote MUITO mais flexível)… Enfim, são muuuuitas coisas!

E para finalizar, eu posso garantir que 50% do meu conhecimento GERAL em T.I é graças ao GNU/Linux. Se eu não conhecesse e não buscasse por informação e novos desafios, com certeza eu não teria propriedade para ser um amante de T.I ou qualquer coisa da área.

Se você busca desafios, conhecimento e é um pouco preguiçoso assim como eu, o GNU/Linux irá te ajudar dando um empurrãozinho. Acredite, ele fará você correr atrás de novas informações, seja para corrigir algum bug, ou para ler algum artigo interessante que gere mais conhecimento para você mesmo.

iDevices no ambiente Linux

Para você que é usuário Linux e possui iDevices – Ex; iPhone/Ipad/Ipod. Trago-lhes uma ferramenta que será muito útil caso precise gerenciar melhor os seus dispositivos.

Libimobiledevice é uma biblioteca de software multi-plataforma que suporta dispositivos iPhone®, iPod Touch®, iPad® e Apple TV®. Ao contrário de outros projetos, não depende de usar quaisquer bibliotecas proprietárias existentes e não requer jailbreak. Ele permite que outros softwares acessem facilmente o sistema de arquivos do dispositivo, recuperem informações sobre o dispositivo e internamente, façam backup / restauração do dispositivo, gerenciem ícones do SpringBoard®, gerenciem aplicativos instalados, recuperem endereços / calendários / notas e marcadores e (usando libgpod) sincronizem música / vídeo para o dispositivo. A biblioteca está em desenvolvimento desde agosto de 2007 com o objetivo de trazer suporte para o ambiente Linux.

http://www.libimobiledevice.org/

Ele está disponível nos pacotes oficias de diversas distribuições, inclusive a que eu estou fazendo utilização no momento, Gentoo. Mas não se preocupe, caso não tenha na sua distribuição, você pode ir até o site e compilar manualmente o código fonte e cada dependência.

No site, eles fornecem um pequeno F.A.Q em inglês que irei disponibilizar aqui já traduzido em pt-BR para facilitar a vida de vocês que estão querendo fazer a utilização.

FAQ:
  • Acabei de instalar, e agora? Nada acontece.
    Muito provavelmente você também precisará atualizar os aplicativos que usam libimobiledevice para que ele se torne útil. Por exemplo, o GVFS >= 1.5.1 precisa ser atualizado para permitir o acesso ao sistema de arquivos e o mesmo vale para o libgpod4 para sincronização de música. Depois de atualizar a stack e as bibliotecas relacionadas, você pode querer reiniciar a sessão da área de trabalho (logout/login ou reiniciar/restart). Para testar se você instalou tudo corretamente conecte seu dispositivo e execute “ideviceinfo” dentro de um terminal. Caso apareça diversos detalhes, está tudo funcionando.
  • Vejo o meu iPhone/iPod Touch no Rhythmbox, movo as músicas e diz que foi copiado para o dispositivo, mas nunca aparece no dispositivo!
    Certifique-se de ver a tela “Sincronização em andamento” no dispositivo antes de desconectá-lo. É essa tela que fará seu dispositivo reconhecer as trilhas que você copiou. Desconectar o dispositivo mais cedo deixará os arquivos no dispositivo, porém nunca atualize o banco de dados de música do player de mídia do dispositivo. Atualmente, o Rhythmbox não tem um fluxo de trabalho ideal sincronizando as alterações e isso está sendo trabalhado (como sincronizar diretamente após todas as faixas serem copiadas). Certifique-se também de ter uma pasta “iTunes_Control / Device”. Se não, siga o passo 5 aqui.
  • Meu iPhone/iPod Touch nunca aparece na área de trabalho! O que está errado?
    Há três causas proeminentes: 1. Você pode simplesmente precisar reiniciar seu desktop depois de uma nova instalação. 2. Se você tiver uma senha ativada no dispositivo, desative-a ao conectar-se pela primeira vez ao computador. 3. Certifique-se de usar um bom cabo USB, como alguns cabos baratos da Ásia têm mostrado causar problemas de comunicação. 4. Tente conectar usando uma porta USB diferente e não conectar usando um hub, isso pode causar problemas relacionados à hardware em alguns casos raros (isso deve ser evidente no log do sistema). 5. Informe o seu problema no nosso Bug Tracker. Isso ajudará você e outros.
  • Meu desktop GNOME mostra dois ícones do iPhone/iPod Touch! Por quê?
    Os dispositivos expõem um padrão PTP (Picture Transfer Protocol) Interface USB que o GVFS libgphoto2 usa para acessar imagens. Devido à adição de acessar o dispositivo usando libimobiledevice, dois ícones aparecem. No entanto, esse problema já está corrigido na versão mais recente do GVFS ao longo do GNOME 2.30, onde apenas um ícone aparecerá.
  • Preciso usar o iFuse para montar o dispositivo?
    O iFuse só é útil se você quiser montar o dispositivo manualmente e se você não tiver o GNOME e GVFS instalados. Caso contrário, é inútil uma vez que GVFS do GNOME suporta o acesso ao dispositivo diretamente e cria um suporte em ~/.gvfs
  • A comunicação da biblioteca com o dispositivo rompe sempre que um novo iOS® está fora?
    A biblioteca mostrou ser compatível com versões de firmware que remontam à série 1.x até hoje sem problemas. Em raras ocasiões, os bugs introduzidos pelo firmware precisavam ser trabalhados com correções simples, mas nada de importante impediu que ele funcionasse. Assim, com efeito, a implementação é muito estável e compatível entre as versões de firmware.

*Qualquer erro de tradução, nos informe nos comentários!

Seu funcionamento:

Features adicionais:

Realizando um backup do seu iPhone.

Para isto, você deve utilizar o comando “idevicebackup2”. A utilização é muito simples, basta o iDevice estar conectado corretamente e digitar, no terminal:
# idevicebackup2 backup –full /home/seuusuário/

Obs: Você tem diversas opções, podendo até criptografar o backup. Para acessar todas as informações, basta digitar “idevicebackup2”, logo verá as informações de ajuda.

Aparecerá essas informações:

Restaurando o seu iPhone

Você possui diversas alternativas para restaurar o seu aparelho, caso queira explorar todas, basta digitar “idevicebackup2”, assim você estará vendo o menu de ajuda listando todas suas funções. Para dar continuidade no backup, vamos restaurar a partir dele.

O processo é simples. Basta digitar o seguinte comando

# idevicebackup2 restore –setings /home/seuusuário

Provavelmente você irá se deparar com esta mensagem:

Backup directory is “/home/zilion/”
This is an encrypted backup.
ERROR: a backup password is required to restore an encrypted backup. Cannot continue.

Contudo, basta definir uma senha para ele com o seguinte comando:

# idevicebackup2 restore –settings –password QUALQUERSENHA /home/seuusuario

Obs: Você deve desativar o Find My Iphone.

Pronto! Você acaba de fazer Backup e Restauração sem o iTunes, e ainda por cima, em um ambiente Linux. Ainda possui dúvidas? Deu problema? Deixe-o nos comentários que eu estarei respondendo assim que possível!